PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

Gestão de Riscos no TRE-BA

Como o TRE-BA identifica, analisa e trata seus riscos institucionais

PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

Visão Geral

  • Sistema de Gestão de Riscos (SGR) instituído pela Resolução Administrativa nº 16/2018
  • Objetivo: garantia razoável ao atingimento dos objetivos institucionais
  • Referenciais: COSO ERM, ISO 31000 e Modelo das Três Linhas (IIA)
  • Apetite a risco do TRE-BA é baixo
  • Processo estruturado em 6 etapas — do contexto ao monitoramento
PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

Categorias de Risco

CategoriaDescrição
OperacionalFalhas em procedimentos e processos internos
EstratégicoImpactos no atingimento dos objetivos institucionais
TecnológicoAmeaças a sistemas, TI e infraestrutura digital
IntegridadeCorrupção, fraudes e desvios éticos de conduta
De EleiçõesAmeaças à integridade e legitimidade do processo eleitoral

* TRE-BA classifica riscos em 10 categorias no total. Riscos Críticos têm impacto relevante independentemente da categoria.

PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

O Modelo das Três Linhas

  • 1ª Linha — Gestores de Riscos: identificam, analisam, avaliam e tratam riscos nas unidades
  • 2ª Linha — COPEG: coordena, orienta, consolida e valida os PTRs das unidades
  • 3ª Linha — Auditoria Interna: avaliações independentes de controles e governança
  • Cartórios Eleitorais também realizam gestão de riscos própria
  • Presidência e Diretoria-Geral integram a governança, não a gestão de riscos
PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

Etapas 1 e 2 — Contexto e Identificação

  • Contexto Geral: diretrizes e apetite a risco definidos pelo Conselho de Governança
  • Contexto Específico: gestor mapeia objetivos, normativos e análise SWOT do processo
  • Cadeia de Valor (2021–2026) é o referencial para selecionar processos organizacionais
  • Gestor preenche a PTR com: evento de risco, causas e categoria
  • Técnicas recomendadas: brainstorming, entrevistas, Ishikawa e Análise Bow Tie
PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

Cadeia de Valor do TRE-BA

Cadeia de Valor
PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

Etapa 3 — Análise dos Riscos

  • Risco Inerente: avaliado sem considerar controles — escala 3×3 (Probabilidade × Impacto)
  • Probabilidade: Baixa / Média / Alta
  • Impacto: Baixo / Médio / Alto
  • Controles internos avaliados em 5 níveis: Inexistente (0%) a Forte (95%)
  • Risco Residual = Risco Inerente × (1 − Nível de Confiança)
PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

Etapas 4 e 5 — Avaliação e Tratamento

  • Risco Residual Baixo → Aceitar (nenhuma medida adicional necessária)
  • Risco Residual Médio ou Alto → Tratar (Mitigar) — obrigatório pelo gestor
  • Exceção: riscos médios/altos aceitos somente se custo superar benefício, com documentação SEI
  • Opções de resposta: Mitigar ou Aceitar (versão simplificada 2024)
  • Manual v1.2/2019 prevê também Evitar e Transferir/Compartilhar
PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

Etapa 6 e PTR — Monitoramento e Registro

  • Monitoramento do PTR com recorrência anual
  • PTR estruturada em 3 blocos: Identificação → Análise → Avaliação e Tratamento
  • Ações de mitigação documentadas em processo SEI por unidade gestora
  • Controles bem-sucedidos incorporados como práticas permanentes
  • [ diagrama de fluxo orquestrador — ver documento original ]
PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

Capacitação em Gestão de Riscos

  • Capacitação coordenada pela COPEG/SEGEPRO anualmente
  • Objetivos: criar consciência coletiva e desenvolver competências nos gestores
  • Identificação de necessidades, definição de temas e contratação de eventos
  • Disseminar cultura de gestão de riscos em todos os níveis do Tribunal
  • Registro de participação como parte do programa de maturidade organizacional
PROFESSOR ANDRÉ ROCHA

Conclusão

  • O TRE-BA opera um SGR completo, baseado em COSO ERM, ISO 31000 e Modelo das Três Linhas
  • O processo de 6 etapas (contexto → monitoramento) usa a PTR como instrumento central de gestão
  • Com apetite a risco baixo, riscos residuais médios e altos exigem tratamento obrigatório e documentação SEI
PROFESSOR ANDRÉ ROCHA